
Em 2023, uma música inédita entre Drake e The Weeknd viralizou na internet. O público foi a loucura, mas havia um detalhe: os artistas nunca gravaram aquela faixa. Ela foi criada do zero por uma Inteligência Artificial.
Esse foi o estopim. O que parecia ser só coisa de filme virou a realidade do mercado: os “hits fantasmas” e as vozes clonadas chegaram para ficar, e a indústria musical está correndo atrás do prejuízo, imagina se essa moda pega? Vem com a saby para entender como lidar com esse novo cenário.
Você sabe o que é uma deepfake vocal? São Softwares avançados analisam a discografia de um cantor e conseguem replicar seu timbre, respiração e sotaque com perfeição. Isso acaba gerando um paradoxo, porque por um lado permite “ressuscitar” lendas como Elis Regina ou Cazuza em novas parcerias, ou ajudar bandas como os Beatles a limparem áudios antigos de John Lennon, mas por um outro lado, abre espaço para a criação de músicas falsas sem a autorização ou o pagamento dos artistas originais, o que acaba sendo um grande prejuízo para as impressas de músicas.A lei protege letras e melodias, mas a voz e o estilo ainda estão em uma zona cinzenta.
As gravadoras acusam as empresas de tecnologia de pirataria por usarem músicas protegidas para “treinar” as IAs. A briga nos tribunais está só começando.
A IA veio para ficar e o desafio agora é regulamentar o seu uso. Ela pode até clonar a voz perfeitamente, mas a vivência e a alma por trás da composição ainda são exclusividades humanas.Então, não se sinta culpado se escutar uma música de IA, apenas denuncie e apoie os artistas.
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